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Luiz pacheco

Teatro da Rainha, dias 19 e 20 junho

Para o Teatro da Rainha, Junho será mês de ensaios e de Diga 33 – Poesia no Teatro.

Encontra-se em preparação “Os Míseros – Prantos, Loas, Lamentos e Pregões + S.N.S”, espectáculo a estrear dia 19 de Julho, no adro da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, onde em 1504 Gil Vicente apresentou o “Auto de S. Martinho” à Rainha Dona Leonor. Foi a partir dali que a cidade das Caldas da Rainha se desenvolveu, em torno de uma ideia de serviço público na prestação de cuidados de saúde.
As questões associadas a esta ideia, como a caridade e a solidariedade, são problematizadas estabelecendo uma ponte entre o passado e o presente. Por um lado, recorre-se a personagens icónicas do teatro vicentino seleccionadas pelo encenador Fernando Mora Ramos, por outro, em “S.N.S.”, de Henrique Manuel Bento Fialho, encontramos uma reflexão contemporânea sobre estas mesmas questões num contexto pandémico.

No contexto da programação de Diga 33 – Poesia no Teatro, decorrerá, no dia 20 de Junho, às 21h30, no Pequeno Auditório do CCC, uma sessão dedicada a Luiz Pacheco (1925- 2008). Lendário escritor, editor, implacável crítico de literatura, polemista imparável, Luiz Pacheco conheceu nas Caldas da Rainha um dos períodos ao mesmo tempo mais produtivos e conturbados da sua vida. Fundou a editora Contraponto, publicando José Cardoso Pires, Mário Cesariny, Natália Correia, Herberto Helder. Nunca deixando de
incomodar, colaborou na imprensa, traduziu, elevou a epistolografia a género literário por excelência. É o nosso exemplo mais claro e evidente do que é ser escritor maldito e marginal.

Para falar sobre Luiz Pacheco foi convidado António Cândido Franco (Lisboa, 1956), autor da biografia recentemente publicada “O Firmamento é Negro e não Azul. A Vida de Luiz Pacheco” (Quetzal, Janeiro de 2023). Professor na Universidade de Évora, Cândido Franco é ainda autor de vários estudos sobre literatura e cultura portuguesas. Poeta, romancista, dramaturgo, está ligado desde 1979 à revista libertária A Ideia, que hoje, sob sua responsabilidade, se dedica ao estudo sistemático do Surrealismo em Portugal. Com encontro marcado no Pequeno Auditório do CCC, dia 20 de Junho, às 21h30, o Teatro da
Rainha espera contar com a presença do seu público.

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