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Clube de Natação de Rio Maior

Clube de Natação de Rio Maior – História 1

“O Homem sonha e a obra aparece”, foi assim que o Sr. Dr. Silvino Sequeira pensou para Rio Maior na parte desportiva. Que se iniciou com a fundação do Clube de Natação de Rio Maior

O CADEC – Casa do Povo de Rio Maior tinha encerrado, e por iniciativa do Sr. Dr. Silvino Sequeira e porque não possuíamos uma piscina, e a Câmara Municipal estava por lei impedida de concorrer a verbas do Estado para o efeito, pensou em constituir um Clube para esse fim, solicitou a copia dos Estatutos do Clube de Vale de Óbidos, e juntou um conjunto de pessoas para formalizar a Constituição do Clube de Natação.

Foram seus fundadores: Frederico de Aguiar Teodósio, Silvino Manuel Gomes Sequeira, José Manuel da Piedade Guedes, Adelino Simões dos Santos, Américo da Silva Machado Sequeira, António Colaço dos Santos, Casimiro Ferreira Lopes, Dino Fernando da Silva Capitão, Henriques Soares da Costa Félix, João Américo da Silva Levezinho Soares, João Pereira Lopes, José Lestro da Fonseca, Manuel António dos Reis Brites, Mário Barnabé Santos do Carmo, Hélia Santos Duarte Félix.

O “Clube de Natação de Rio Maior” foi constituído por escritura lavrada no Cartório Notarial de Rio Maior, e publicado em Diário da República, III Série – n.º289-de 17-12-1986.

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O Clube de Natação de Rio Maior, é uma coletividade desportiva sem fins lucrativos, fundado em oito de outubro de mil novecentos e oitenta e seis, nasceu da iniciativa de um grupo de Riomaiorenses que se propuseram trazer para Rio Maior, a prática e o ensino do desporto para a juventude do concelho. Desenvolve a sua atividade dentro de um espírito solidário e não lucrativo, sendo assim a sua atividade ao serviço da comunidade. Tem por objetivo a prática de atividades desportivas, culturais e recreativas.

Assume um papel fundamental ao nível da ocupação e promoção do desenvolvimento do Desporto na cidade e no concelho. Desde a sua fundação, tem-se dedicado a várias modalidades desportivas, as quais, aliás, têm tido amplo desenvolvimento quer na captação e iniciação dos jovens à prática desportiva, quer no seu aperfeiçoamento técnico.

A sua história passa por várias modalidades, como, o Atletismo, Andebol, Patinagem Artística e Futebol Jovem, Hóquei em Patins, Basquetebol, Karaté, BTT e Duatlo. Mais tarde, em 1992, iniciou-se a secção de Natação, em setembro de 2001 dá-se início a secção de Taekwondo, pois já se tinha extinto a secção de Karaté.

Um palmarés invejável, com tantos troféus conquistados que por si só demonstram o trabalho desenvolvido por este clube na formação e na competição de tantos atletas. Nos clubes é onde se inicia a prática e onde esta se desenvolve, é onde começam as medalhas…onde são dadas oportunidades para mudar percursos de vida que de outra forma dificilmente seriam possíveis.

Temos exemplos… com especial expressão no Atletismo, com Susana Feitor, teve a sua primeira participação em jogos olímpicos em 1992, vários atletas a participar no mais importante evento do Desporto, João Vieira, Sérgio Vieira, Carlos Calado, Vera Santos, Inês Henriques, e tantos outros com o treinador Jorge Miguel no comando técnico.

A Natação, inicia em 1994, evolui de forma muito positiva com participação em competições distritais e nacionais e aposta-se, para se chegar a um patamar acima, no treinador Vladimir Smirnov – ex. treinador da seleção russa, para coordenar a secção. Aposta ganha com Pedro Oliveira, até aos dias de hoje, com Mafalda Rosa, e Tiago Campos, nas águas abertas, e o seu treinador Nuno Ricardo, continuamos a assistir a grandes momentos na natação que nos enchem de orgulho.

O Taekwondo, tem vindo a fazer o seu caminho com o Mestre José Luís Souza, e tem sido reconhecido os bons resultados a nível regional, nacional e internacional, com a atribuição do troféu de Reconhecimento e Mérito, da Federação Portuguesa de Taekwondo, pela honrosa participação no Torneio Internacional Cidade de Lisboa (2001).

Na Patinagem Artística, muito devemos ao saudoso sr. Adelino Figueiredo, que com a sua dedicação e persistência desenvolveu a formação em rio maior, que se mantem até aos dias de hoje, com a presença em Campeonatos Nacionais de Show e Precisão, Campeonatos Distritais de Patinagem Artística, Campeonatos Intercalares, Festivais e Saraus, bem como a participação em Torneios e provas oficiais (atletas individuais ou em grupo Classe Show e Precisão).

Nas modalidades que já não estão ativas no clube, recordo o basquetebol que foi um projeto inovador, em 1991, que impulsionou o basquetebol para grandes épocas desportivas entre 1991/2000 só parou pelas dificuldades financeiras deste clube em manter uma equipa campeonato nacional. O andebol, onde se chegou a ter mais de 160 atletas nos vários escalões etários, onde foram campeões distritais e várias representações nas seleções nacionais. Todas merecem a nosso reconhecimento, pois foram fundamentais na garantia da universalidade do acesso à prática desportiva.

A caminho dos 36 anos de existência, recordo a primeira direção do clube, presidida pelo Silvino Sequeira, com Dino Capitão na vice-Presidência e, eu como tesoureiro. Pela presidência passaram várias pessoas que com o seu empenho, contribuíram para a afirmação do clube, enuncio apenas os que mais mandatos tiveram, Rui Pinto, João Oliveira, Guilherme Gaboleiro e a presente presidente Paula Canadas, mas a todos que integraram o Clube, devemos reconhecimento, que com responsabilidade e até, por vezes com sacrifício da sua vida pessoal, contribuíram para uma comunidade melhor.

Foram tempos de grandes desafios e projetos, Rio Maior apostou forte nas instalações desportivas, o que permitiu infraestruturas de excelência para a prática, mas isso não basta…

Em 2021, segundo o Instituto Nacional de Estatística – na sua publicação anual Desporto em números, onde se analisam vários indicadores sobre desporto verifica-se que em 2020, existiam 11 066 clubes desportivos (menos 3,2% do que no ano anterior) e 587 812 praticantes (-14,7%) inscritos nas Federações desportivas. Por isso, um contexto cada vez mais complexo e desafiante em termos financeiros, normativos e procedimentais, onde se inserem os clubes, com custos de participação nos quadros competitivos oficiais incomportáveis e o enquadramento legal para o transporte de crianças, seguros, etc…percebemos que na prossecução da sua missão o Clube de Natação, e os clubes desportivos no geral, enfrentam dificuldades crescentes a cada época que passa.

O valor dos clubes desportivos na comunidade não pode ser questionável, deve ser apoiado, o Estado e as várias entidades desportivas devem estabelecer medidas mais adequadas á realidade dos Clubes, para que seja possível a continuação do Bom Trabalho!

Veja outros Artigos sobre Desporto no RMJORNAL

N.R. Este artigo pretende ser o início de um conjunto de artigos sobre a história do CNRM. É natural que existam algumas lacunas, obviamente involuntárias e para as quais pedimos aos nossos leitores que nos informem de novos dados, necessários a um trabalho que irá continuar nas próximas edições.

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Rui Pinto
Rui Fernando Pimpão Pinto, um Transmontano que escolhe Rio Maior para viver e que desde logo se dedica ao associativismo. É no desporto que encontra uma das suas paixões e assume varias funções, como Presidente, Vice-Presidente e Tesoureiro, no Clube de Natação de Rio Maior. Foi Presidente da Associação de Andebol de Santarém, assumiu funções nos corpos diretivos da Associação de Natação de Santarém e passa também pelo Concelho de Administração da Desmor. Na presente data, continua ligado e ativo em varias associações do Concelho.

2 thoughts on “Clube de Natação de Rio Maior – História 1

  1. No texto agora publicado quero deixar apenas três notas:
    Rui Pimpão Pinto terá sido, de todos os dirigentes que passaram pelo Clube de Natação de Rio Maior, aquele que mais dedicação e amor deu ao clube, a par de Fernando Ferreira (que nunca foi presidente).
    Tal como João Oliveira e Guilherme Gaboleiro, também Alexandre Canadas foi um presidente que nos anos noventa deixou marca pela sua qualidade (e da sua equipa).
    A atleta Vera Santos, várias vezes internacional pelo clube, quando foi olímpica (em 2008) já não era atleta do CNRM.

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