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Editorial RMJORNAL

Editorial RMJORNAL n. 1 – 2ª Série

Editorial do RMJORNAL – 27 de Agosto de 2022

Inicia-se com este Editorial o número 1 da segunda série do RMJORNAL.

Com o estatuto editorial, que pugna pela independência, pela transparência e cumulativamente pela Verdade da Notícia.

As dificuldades que o desafio de editar um jornal de âmbito regional nos coloca não são facilmente ultrapassáveis. Tentamos munir-nos dos meios necessários para o conseguir.

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Em primeiro lugar a posse de uma enorme vontade, para o levar a cabo, sem essa vontade de um grupo que tem crescido a cada dia, nem poderíamos ter iniciado o processo.

Em segundo lugar, temos a nosso favor a valia de “fazermos o jornal” com amadorismo, não no sentido que usualmente lhe atribuímos, mas no sentido do seu étimo, do que é realizado com Amor, e afastando o significado mais usual que é de o opor à competência dos profissionais. Temos connosco gente com verdadeiro conhecimento e experiência nos maiores órgãos de comunicação social e temos igualmente cronistas residentes, com uma enorme amplitude de idades, de experiência profissional e de formas de estar na vida, que nos permitirão chegar a públicos diversificados. Não somos perfeitos, longe disso, mas queremos melhorar a cada número.

Em terceiro lugar, queremos aliar a tradição e a modernidade, temos edição quinzenal em papel, mas temos igualmente a edição on-line, o site do jornal estará em permanente actualização, tem uma arquitectura moderna e eficaz, e a edição em papel que agora se inicia com 16 páginas, irá crescer até ao final do ano, para atingir pelo menos as 24 páginas.

Em quarto lugar, temos a nosso favor, o imperativo ético de conciliar o dever de informar com actualidade e oportunidade, com o imperativo do rigor e da profundidade, recusaremos sempre o sensacionalismo e a especulação sejam de que âmbito forem.

Em quinto lugar, temos igualmente a nosso favor a existência de um espaço para ocupar para um jornalismo que tenha a perfeita noção que o padrão-ouro que hoje vigora nos diferentes órgãos de comunicação social está, se não totalmente, muito próximo da subjugação ao lucro fácil dos soundbites dos clickbites que polulam nas redes sociais, e que chegam até a originar polígrafos, que mais parecem mentígrafos, fortemente manipulados, e manipuladores.

Criar um espaço para informar com o distanciamento objectivo necessário que permita aos leitores e leitoras, formar a sua opinião, é sem dúvida o maior dos desafios que temos de enfrentar.

Há espaço para este tipo de jornalismo, não tem como não haver!

É certo que a vertigem que cobre os dias de hoje, como a imagem da publicidade actual de um anúncio de uma conhecida operadora de comunicações tem pejado os nossos sentidos, valoriza o segundo, como antes se valorizava o dia anterior, a semana anterior, ou o mês anterior, mas não é menos verdade que a verdadeira informação não pode ser feita em cima de suposições, suspeições, ou títulos garrafais que não só se esgotam neles próprios, como com toda a desfaçatez, tem apenas a ver com a notícia o que tão bem a quadra do poeta António Aleixo que diz: a mentira pr’a ser boa / e trazer profundidade/ tem de trazer à mistura/ um pouquinho de verdade; às vezes nem isso.

A área territorial de um jornal de âmbito regional, não o torna menos importante, pela redução da sua área geográfica. Com a edição on-line a nossa área de influência é o Mundo.

A periodicidade quinzenal de um jornal de âmbito regional, não o torna menos actual; as suas notícias, não serão com toda a certeza valorizadas pela celeridade em dar notícia do acontecimento efémero, do acidente de automóvel ou da saída dos bombeiros para um fogo florestal, essa foi a imprensa antes da internet, antes da Televisão, maximizada pela máxima de que o “Jornal de ontem já é velho”, que vigorou durante o século XX, hoje o efémero é o que acontece na hora anterior.

É a periodicidade alargada que permite dar as notícias de uma região, que efectivamente não vemos em mais lado nenhum. É a existência deste ritmo mais paulatino que permite que sejamos informados do que se passa à nossa volta, o que está para lá do nosso quarteirão e que desconhecemos, as decisões que instituições tomam e que são desconhecidas de quase todos, permitindo assim que o marasmo se implemente e com isso o desenvolvimento, económico, social e cultural se atrofie.

O RMJORNAL quer ter a possibilidade de contribuir para informar, de forma objectiva, quer ter a possibilidade de contribuir igualmente para a formação cultural, com artigos que permitam o conhecimento e a reflexão sobre assuntos vitais para o desenvolvimento cultural, não fosse a cultura a expressão mais sublime da espécie humana.

Para isso é preciso que cada cidadão, cumpra o seu papel cívico; cada um terá a sua tarefa a desempenhar para a consumação do objectivo de termos um jornal regional de todos e para todos.

A Verdade da Notícia, será algumas vezes incómoda para uns, mas a culpa não será de certeza do mensageiro, é por isso fundamental que sintamos todos o RMJORNAL, como o nosso Jornal.

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