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Entrevista com o Eng. Luís Filipe Santana Dias – Escola Profissional

Entrevista com o Presidente eleito de Rio Maior, para o próximo quadriénio, Luís Filipe Santana Dias – Escola Profissional

RMJornal: Os 4 anos  que se apresentam serão de elevada exigência, não só pela entrada em vigor das novas competências, nomeadamente na área da Educação e da Saúde, mas também por causa do PRR. A primeira questão neste âmbito prende-se com Escola Profissional e as suas dificuldades.

A escola foi uma das contestações que aconteceram ao presidente Filipe Santana Dias, no anterior mandato, diríamos até que foi uma prova de fogo nessa altura, em que houve avanços e recuos das partes que extremaram relações com os parceiros, mas eu queria mesmo perguntar de forma directa e responde com aquilo que conseguir e puder dizer neste momento é:

Acha que vai continuar a pensar em pôr à venda a escola profissional ou mudar a estrutura accionista? E quais são neste momento as relações com a Associação Comercial do Concelho de Rio Maior, e com a Associação de Produtores e se esta é ainda uma Associação em actividade e pode continuar a ser um parceiro da Escola Profissional?

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Luís Filipe Santana Dias: Muito bem. Quanto à escola profissional, todos os riomaiorenses, e isso foi obviamente discutido do ponto de vista político, as condições de continuidade da escola profissional, escola profissional têm…agrada-me o facto, de termos conseguido todos fazer aqui uma gestão que não prejudicasse a operação da escola profissional porque essa era a nossa principal preocupação…

À parte de tudo o resto que temos para resolver aquela operação da escola, oreconhecimento da escola, tememos por isso durante muito tempo, que os encarregados de educação dos alunos, ao fim ao cabo, percebendo que a escola atravessava dificuldades pudessem deixar de confiar na instituição enquanto entidade formadora.

RMJornal: isso era perigoso ?

Luís Filipe Santana Dias: era muito perigoso!

RMJornal: mas aí, acha que houve maturidade dos diferentes intervenientes na Discussão para que isso acontecesse?

Luís Filipe Santana Dias: De uns mais do que outros, mas sim de de uma forma geral sim!

Nós também tivemos uma postura sempre muito aberta quer com o corpo docente, quer com o corpo não docente, quer com os encarregados de educação.

E nós tivemos cuidado, e repare, assim que esta situação se despoleta, e repare assim que fico como presidente de Câmara Municipal foi uma das situações que abracei logo porque acreditava e acredito que é uma situação, que não se pode, desculpe a brejeirice, empurrar com a barriga para a frente, tem de ter uma solução que seja eficaz para a manutenção da escola; estamos a falar de uma escola com as características que todos conhecemos com um índice de empregabilidade brutal de um reconhecimento regional e nacional bom e portanto a nossa ideia obviamente é manter este bom serviço e isso foi conseguido creio eu através de transparência

A associação de produtores agrícolas da parte que eu conheço, e que me é dado a conhecer reúne todas as condições para ser accionista da escola, e importa dizer também que nós não extremamos nunca posições com esta associação e continua a ser para nós um parceiro quer na escola quer quer fora dela, um parceiro de desenvolvimento, e com a qual temos trabalhado muito.

Com a associação comercial as coisas não correram bem neste ponto, importa dizer que todo este processo foi iniciado com a associação empresarial, com a qual diria que continuamos com vontade de boas relações, mas com muita dificuldade em fazê-lo com esta direcção, porque não acreditamos que estivéssemos todos do mesmo lado da discussão,

E isto foi uma problemática que discutimos cara a cara com a actual direcção e até com o Conselho de Presidentes da mesma, e explicar em duas linhas e de forma muito rápida o que fez esta divergência.

Quando nós fazemos, ao fim cabo, todo o processo para alienar parte da estrutura accionista da escola, este processo foi todo conduzido com as associações sempre desde o primeiro minuto; as associações não têm responsabilidade na elaboração do caderno de encargos, mas foram parceiros consultados para o mesmo; e a associação empresarial em dado momento não respeita, ou seja, não segue aquilo que ela própria firmou, e para nós enquanto gestores do património público pareceu-nos que não tínhamos a sorte de contar ali com uma postura coerente, com uma postura séria e a partir desse momento confesso que todas as conversas que aconteceram com a escola foram tidas apenas com a Câmara e porventura com a associação de produtores agrícolas não envolvendo diretamente na relação câmara/ associação empresarial uma definição de estratégia porque não existia confiança.

RMjornal:  Não havia confiança?

Luís Filipe Santana Dias: Não havia confiança  política, para que isso pudesse acontecer e quando refiro confiança política digo na vertente da gestão da escola, do património da empresa, na gestão e não uma confiança política partidária.

RMJornal: O que me está a dizer é que achou que houve falta de lealdade, por parte da Associação Comercial? É isso que me está a dizer. É isso que eu posso concluir?

Luís Filipe Santana Dias:  Pode, Pode sem dúvida. Em relação ao que tinha sido discutido, assinado, e com actas feitas. E mandam-nos ser bons não nos mandam ser parvos. E eu não tenho o direito de na gestão da Câmara ter estados de Alma, eu não estou aqui para fazer aquilo que me parece, ou deixa de me parecer bem, eu tenho uma responsabilidade maior do que isso e na defesa dos interesses da Câmara municipal, para isso fui eleito, não acreditei que o melhor fosse continuar com a uma negociação com um parceiro que deu provas, várias vezes, de não estar ao lado da solução com a Câmara, mas sim, pelo contrário, na busca de uma solução particular.

RMjornal:  Mas nesse caso vou ter de fazer uma outra pergunta, que é: é evidente que a Câmara e Associação Empresarial devem ter laços de parecerias? Como é que pensa que isso vai ser ultrapassado?

Luís Filipe Santana Dias: Sou apoiante dessa ideia a mil por cento, A associação empresarial de um qualquer concelho quando está de costas voltadas para a sua câmara e vice-versa, os hipoteticamente prejudicados serão os seus sócios e nós temos tido um trabalho directo com os empresários comerciantes riomaiorenses porventura substituindo a associação nesta ligação.

Hoje a associação não tem uma implantação juntos dos seus associados, diria eu, posso estar a ser injusto, é uma opinião apenas do Filipe Santana, que faça a diferença na vida das empresas tendo a Câmara muitas vezes que abraçar as divulgações de programas, as divulgações de formação e ao fim ao cabo a organização de vários eventos que nos unem a todos, como o Natal e vários eventos que decorrem na cidade, e que ajudam a dinamizar e nós fazemos essa ligação de forma directa.

Se a associação trilhar um caminho de encontro à câmara, a câmara está altamente interessada em que a AECRM, possa ter um papel activo, aquilo que temos visto é que assim não é. Posso dizer, que como Riomaiorense, tenho pena que assim seja, mas o que desejo é que esta associação possa ser um parceiro.

RMJornal: Mas há esperança, se houver uma mediação, digamos assim, às vezes é preciso uma mediação para ultrapassar. Às vezes é preciso uma mediação para dirimir algumas querelas quer institucionais quer emocionais, que acontecem nestas situações?

Luís Filipe Santana Dias: Há esperança, mas a Câmara tem alguma dificuldade, e os eleitos da Câmara Municipal tem alguma dificuldade em perceber que uma associação parceria coloque a Câmara, por exemplo em tribunal, sem mais; sem sequer uma pré conversa os conflitos legais existem para ser dirimidos, os tribunais são os sítios próprios para isso acontecer quando as instituições são e devem ser parceiras, eu não estou à espera que um familiar meu me coloque em tribunal sem me dizer alguma coisa,  e portanto sentimo-nos eu não vou  dizer desrespeitados é uma palavra forte, mas sentimo-nos apoucados, a Câmara sente-se apoucada com o facto de um parceiro seu que devia estar pedra e cal colocar a câmara em tribunal sem dar sequer conhecimento aos seus órgãos.

RMJornal: Vamos com certeza acompanhar essa situação que esperamos que se resolva para bem do concelho de Rio Maior.

Luís Filipe Santana Dias: Sem dúvida

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